sábado, 5 de novembro de 2016
DESENVOLVIMENTO
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
UMA REALIDADE CRUEL
Uma realidade cruel
Os
mais sábios afirmam que as crises são cíclicas, inevitáveis e servem para pôr a
prova o direito real do homem à sobrevivência. Tem, para muitos, o efeito de
uma capina de proporções gigantescas que, como fruto radioso, vai
possibilitar o desenvolvimento sadio da planta-mãe da prosperidade.
Até porque, de um modo ou de outro, tem sido assim desde os tempos bíblicos.
Nos últimos
anos, essa “capina” tem sido particularmente severa nos países
emergentes, o Brasil no meio, que devem pagar o preço das loucuras da má gestão
econômico-financeira de alguns assim como o desprezo incrível nos padrões de
ética e de moralidade, associados ao aumento da desigualdade e sua corte de
malefícios sociais. E tudo, embalado na volatilidade de uma massa fantástica de
recursos que, sem rumo e sem pátria, procura apenas o lucro, “duela a quién duela”.
Novos paradigmas
Nessa insanidade, que
hipoteca o futuro, as grandes e mais ricas nações tem culpa redobrada, dando a
impressão, muitas vezes, de contemplar o mundo do alto de sua soberba, sempre
pródigos do velho conselho: “façam o que
eu digo, não o que eu faço”. Traço típico do um colonialismo caduco!
Assim,
os mais fracos - países, empresas e pessoas-- são os que pagam a maior
parte da conta gerada pela ineficiência mundial – e sua dose infinita de egoísmo - em formular
e adotar sistemas mais seguros de convivência e distribuição da riqueza global.
Daí
resulta imperioso estabelecer-se um sistema que procure harmonizar os
interesses das nações mais poderosas com os justos anseios das menos afortunadas
que, por outra parte - não podemos esquecer! - serão mercados muito mais
interessantes quanto mais usufruírem da riqueza planetária.
Por outra parte,
resulta evidente que a forma do jogo econômico para os próximos anos já está
delineada, confirmando uma interdependência cada vez mais forte entre as
nações, onde todos dependem de
todos, numa espécie de imenso carrossel onde o equilíbrio é obtido,
ainda que precariamente, na continuidade do movimento.
No mesmo barco
A “crise” desse começo
de Século, se para outra coisa não serve, prova como são fortes as amarras econômicas
que prendem as nações e, ao mesmo tempo, comprova como é frágil à estrutura
mundial de geração e distribuição equitativa de riqueza tem uma capacidade
imensa para gerar perigos impensados para a segurança global.
Tanto
é assim que em diversos pontos do mundo, inclusive no Brasil, movimentos
iniciados por lideranças que possuem a sensibilidade e a ousadia de tentar
formular novos paradigmas, começam a esboçar um novo modelo que, na sua
essência, pretende oferecer alternativas para substituir as regras do
jogo das nações e das empresas nessa luta pelo predomínio mundial a qualquer
custo.
Nessa busca de soluções, alguns trazem a tona princípios
da teoria alemã de desenvolvimento das décadas de 50/60, traduzida nos
conceitos de “economia social de mercado”, firmemente entrelaçados com o
respeito e preservação do meio ambiente. Enfim, tudo serve parar enriquecer o
debate e encontrar caminhos mais convenientes para evitar que a desigualdade
global seja o estopim de novas crises de efeitos terríveis.
Felizmente,
esse esforço está privilegiando a consolidação de uma nova visão menos egoísta
e mais direcionada para valorização da pessoa como ser social e objetivo primeiro dos
sistemas de gestão das nações
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
OS 5 IRMÃOS
Temas
recorrentes - os novos cenários para manutenção da paz mundial; mecanismos adicionais
para aumentar o ritmo do desenvolvimento sustentável; os esforços para redução dos gases de efeito estufa; a necessidade de facilitação do comércio
internacional; o compartilhamento de pesquisas avançadas na exploração do
espaço cósmico, na produção de alimentos e na geração de energia; o incremento
do intercambio positivo nas áreas de saúde, educação, gestão pública, defesa e
meio ambiente, entre outros – foram da nutrida agenda que rechearam as
negociações entre parceiros unidos num esforço comum de consolidar seu
compromisso de construção de um mundo cada vez melhor.
Objetivos comuns
È claro que
as negociações, acordos e detalhes
estratégicos mais importantes nem sempre aparecem nos comunicados oficiais,
desde que celebrados nos bastidores em encontros apenas entre dois ou três
membros ou acertados com anterioridade o que,
na prática, constitui um caminho menos espinhoso para esclarecer
diferenças e permitir entendimentos.
No tudo,
esses entendimentos permitiram levar a bom termo a extensa agenda de temas
chaves para a consolidação do bloco como um parceiro imprescindível e alcançar
os objetivos de paz, desenvolvimento e
eliminação de desigualdades, tal como
prescritos palas Nações Unidas na sua Agenda 2030.
Aliás, vale
lembrar que três sócios dos BRICS - China,
Índia e Rússia - são potencias atômicas, que abrigam formidáveis forças
armadas que protagonizaram sérios antagonismos na década de 1960, colocando a
humanidade à beira de uma catástrofe inimaginável.
Ainda é bom
insistir que esse grupo pode e deve influenciar na construção de uma
arquitetura de cooperação econômica e desenvolvimento que – é bom anotar! - que é negociada, pela
primeira vez após a 2ª Guerra Mundial sem a participação de qualquer dos países do G-7, revelando uma
grande independência dos interesses que ditaram o caminho da humanidade nos
últimos 300 anos. especialmente os guarnecidos sob o manto protetor das grandes
potencias ocidentais.
O BRICS também inova, procurando
novas áreas de crescimento, com a integração da União Econômica da Eurásia com
a Rota da Seda - criada pela China hà
mais de 2.000 anos e cujo papel
fundamental na história da civilização
atravessa os séculos como um exemplo notável da importância do comercio na
aproximação dos povos - cruzará o
sul e centro da Ásia para chegar até os países da União Europeia, área
econômica que rivaliza com os EUA como o maior mercado importador de produtos
asiáticos.
O
Brasil
Com uma visão clara da grande
oportunidade oferecida por uma plateia que reúne os detentores das maiores
reservas mundiais - que já superam os 4
trilhões de dólares - o Governo Brasileiro
fez de tudo por convencer seus ilustres pares que o país já superou a travessia
tumultuada de um tempo ruim e não pode ser deixado de lado como um destino
privilegiado, seguro e lucrativo para novos investimentos.
Em particular, o Brasil busca ampliar
sua parceria com China e Índia, dois gigantes que ditam o rumo da nova economia
debruçada sobre o Pacífico que compete, com sucesso indiscutível, o caminho
tradicional demarcado pelas grandes potencias que dominaram o planeta em séculos
passados.
Os “parceiros” prometem muitas e boas novidades para o futuro!
SINALIZANDO O CAMINHO
Poucos meses antes de sua morte, em 1948, o
apóstol da não-violência, MAHATAM GANDHI, do alto de sua imensa sabedoria,
profetizava,
“Os povos do chamado “Terceiro Mundo” não
podem continuar esperando indefinidamente pela compreensão e a boa vontade dos
países ricos, ainda cegos no seu egoísmo de acumulação de riquezas. Eles não
querem caridade. Não querem esmola. O que pretendem é uma distribuição mais
justa da riqueza mundial para ter uma pitada de esperança e sentir que vale o
esforço para construir uma nova ordem mundial. E, para começar, nada é mais
importante que o acesso facilitado aos mercados dos mais ricos, especialmente
com a eliminação das barreiras e dos subsídios agrícolas.”
As palavras do
grande mestre sinalizam um caminho para harmonizar os vínculos entre as nações
e aprimorar a qualidade de suas relações.
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
UM CONSENSO INÉDITO
A 71º. Assembleia Geral das Nações Unidas - reunida
com a missão de aprovar e traçar os caminhos para o desenvolvimento sustentável
do Planeta até 2030 - já tem muito a comemorar com a confirmação da adesão de
60 países ao Acordo de Paris, resultado final da Conferencia Mundial do Clima
celebrada em Dezembro/2015.
Virão mais
adesões, sem dúvida, até que não seja mais que para seguir o exemplo dos
maiores poluidores do mundo – a China e os EUA – que hoje lideram os esforços
que tentam diminuir a emissão de gases de efeito estufa, principais
responsáveis pelo aquecimento terrestre.
Vai precisar muita coragem e visão humanista para enfrentar a
verdade mais que inconveniente sintetizada no modelo vigente nos últimos 300
anos de produzir riqueza, incorporado
solidamente à nossa “sapiência” política- econômica.
É que, na verdade, o “sistema”, firmemente apoiado na lei férrea dos
mercados, sustenta que é preciso crescer continuamente, a qualquer custo, cada
vez mais, e mais, e mais... Sem limites. Oba! Mais consumo, mais riqueza, mais
uso dos recursos naturais. E nunca está demais
para dar uma mãozinha um cenário global caótico com muita desconfiança,
insegurança, violência, discórdia e conflitos sangrentos, tudo para manterem
aquecidos os mercados de segurança e de armamentos que, ironicamente, são
componentes importantes no modelo vigente.
E que, nos tempos atuais, por incrível que pareça no auge do
conhecimento, da tecnologia e da riqueza global, esta é a única geração capaz de se
autodestruir na longa história do homem na Terra!
Alerta global
Estudos de
conceituados organismos de controle e defesa ambiental são unânimes em afirmar que os gases de efeito de estufa retidos na
atmosfera – dióxido de carbono, metano e óxido nitroso – continuam a registrar
sucessivos recordes de aumento numa alucinante corrida que alimenta uma
sequência de efeitos catastróficos sobre nossa civilização.Recordes de aumento da temperatura terrestre – Agosto do presente ano registrou a maior media registrada desde 1880 - cujos efeitos danosos são perceptíveis na mudança dos ciclos climáticos, secas cada vez mais devastadoras, aumento de acidez das águas dos oceanos, derretimento das calotas polares e dos gelos das alturas, aumento de inundações pelos excessos de chuvas, no acréscimo de doenças do aparelho respiratório e mortes ocasionadas diretamente pelo calamitoso aumento de gases atmosféricos, só para citar alguns dos efeitos mais visíveis. Mas todos eles de efeitos colaterais terríveis que sustentam uma corrente de males nefastos para a continuidade da vida no Planeta.
De tudo, resulta cada vez mais urgente aplicar os
princípios do Programada das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma),
sintetizado na Economia Verde como a
fórmula ideal para mover as engrenagens da riqueza global e que pode ser assim
definida: ”È aquela que resulta em
melhoria do bem-estar humano e da igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz
significativamente os riscos ambientais e a escassez ecológica. Ela tem três
características preponderantes: 1) é pouco intensiva em carbono; 2) é eficiente
no uso de recursos naturais e; 3) é socialmente inclusiva”.
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